Mito.
A expressão "por um fio" adquire um significado totalmente novo se pensada no contexto do labirinto.
Teseu, escapou, afinal, "por um fio".
A jornada do herói, neste caso, se conclui com a resolução do dilema "que direção devo tomar?" encarnada na também mítica figura de Ariadne.
O labirinto, para Teseu, é uma jornada iniciatória.
Para nosotros, mortais comuns, não semideuses, o que será?
Uma mandala, um fractal ou qualquer outra opção em que se possa pensar?
Pois pensar é o que tenho feito sem descanso. O labirinto que percorro sem cessar é o da linguagem, este outro artifício que nos une e mantém ‘a parte simultaneamente.
Se não for pedir muito, tente me acompanhar por esta bifurcação mais arejada e iluminada em que me encontro:
A linguagem, particularmente escrita e/ou falada, me fascina por não ser natural no homem. Nascemos não com aparelho fonador. Não. O que temos é uma adaptação dos naturais e necessários aparelhos digestivo e respiratório.
Expulsar ar dos pulmões dando-lhe forma através das pregas vocais, língua, dentes e boca não é natural.
Nossa sociedade é fundada em um artifício.
Não haveria comunidade sem comunicação, sem que tornássemos comuns nossas preocupações. Estaríamos presos e limitados a um estado egoísta de espírito que seria o natural.
Pense em todas as coisas que a linguagem lhe deu que você não teria de outra forma…
É a saída do labirinto ou algo diferente?
