Estados.
O passado não existe a não ser como uma sucessão de estados mentais do presente.
Tente aplicar essa idéia no seguinte contexto:
O homem é a medida de todas as coisas.
O dado curioso que surge daí tem a ver com muito do que é dito por K.Wilber em seus muitos livros sobre a dinâmica em espiral, ou os vários estágios mentais freqüentados pela humanidade através dos séculos ou dentro de uma vida…
Minha tese de que vivemos, simultaneamente, em universos tão numerosos quanto as possibilidades de percepção existentes ganha força e, quase, me sinto tentado a atacar a coisa toda como tema de alguma tese a ser defendida no futuro próximo.
O Minotauro não enxerga o mundo do mesmo jeito que Teseu. Assim como eu não o enxergo como meus alunos. São experiências diversas que, ‘as vezes, partilhamos com o uso do artifício linguagem.
Os livros são tão bons quanto os leitores que ele alcança. O público leitor de Paulo Coelho, por exemplo, tem uma visão de mundo bem diferente de quem lê jornal numa base diária.
Mas o que quero dizer sobre os livros, mesmo, é que são o artifício do artifício. Numa seqüência lógica, a linguagem empregada pra produzir ilusão. Isso é fascinante.
Fica mais fascinante ainda dependendo de quem maneja o artifício e produz o artefato.
