marcial.
um pouco de autobiografia pode justificar minha atual obsessão com personagens heróicos que se utilizem de artes marciais pra, sacumé?, fazer o bem.
o primeiro gibi que li era uma daquelas edições em formatinho da EBAL, versão nacional da hq norte-americana RICHARD DRAGON, MASTER OF KUNG FU, ou coisa que o valha. uma pesquisa rápida no google poderia me dar o título com certeza, mas tô macunaímesco hoje.
assim, este foi mesmo o primeiro gibi que li, há muitos e muitos anos atrás, "emprestado" da caixa que meu irmão mantinha escondida em cima de um dos armários da casa.
anos depois, reencontrei o mesmo sr. dragon nas hqs do QUESTÃO, publicado nas primeiras edições do segundo volume de batman da abril. por algum motivo que eu ignorava, o homem estava numa cadeira de rodas mas, ainda assim foi capaz de treinar victor sage a ponto de este se tornar um lutador mais competente e menos propenso a ser morto em combate.
muito tempo depois esbarrei em outro "super-herói" (desculpem o termo) marcial ruivo que foi (que é também serviria) um personagem que eu gostaria de ter criado: THE BADGER. adorava o fato de ele chamar todo mundo de larry, ser um lutador exímio, ter múltipla personalidade e ser um defensor dos direitos dos animais. quando o vi na banca pela primeira vez pensei que se tratava de só mais uma imitação do wolverine, mas ele é muito mais legal.
então, aqui estou eu tentando equilibrar três pratos de uma vez: escrever VOZ em prosa, começar a martelar os roteiros de LABIRINTO e criar esse personagem marcial sem destino, sem lei e sem alma. é uma vontade bem gratuita, admito e tem a ver com uma das lembranças mais ternas da minha infância.
ainda hoje consigo lembrar de uma das falas de dragon, escrita pelo mesmo o´neil que reformulou o questão pros anos 80: "a dor é minha irmã!"
eu tinha seis anos de idade.
