Labirinto

October 14, 2006

20.

Filed under: K.I.S.S.

"A Ordem Teutônica deixou de existir faz tempo, Celso."

"Mas os Senhores Desconhecidos não."

"Você fala do fiasco do Terceiro Reich?"

"Não, falo da Cápsula."

"E qual o interesse de seu clube na marreta?"

"Poder, é claro."

"Mas a marreta é no máximo uma curiosidade histórica! Ela não tocou ou foi tocada pelO Ungido, você sabe…"

"Mas ainda assim é um objeto de culto. Queremos o poder da fé nela depositada."

"E vocês, com certeza, vão querer fazer alguma besteira com isso."

"Que tipo de besteira?"

"Despertar os Adormecidos, imagino. Algum dos que descansam em R’ylieh. Não são eles que você chama de ‘Senhores’?"

"Sub-rosa, Lúcio. Sub-rosa."

"Tá, mais um segredinho que não pode deixar as paredes do ‘clube do bolinha’. E quem vai ser o azarado?"

"Você fala do médium?"

"Não, falo da puta-que-o-pariu! Claro que quero saber quem é o médium que cês vão usar pra ancorar essa coisa horrível ‘a nossa realidade!"

"Frater Hyeronimus."

"Deus!"

claro que, apesar de não gostar do tom, eu não conseguia entender picas do que falavam. senti um negócio quente e úmido entrando em minha orelha, olhei pro lado e Izzy estava lá, com sua língua enorme e rosada trabalhando no orifício.

"Não devia ser eu a fazer isso?"

"Ai, benzinho, já ouvi dizer que variar de vez em quando é bom… por que você não relaxa e aproveita?"

tentador. mas minha experiência demonstra que resistir ‘as tentações pode ser mais sábio que ceder a elas. não que eu seja conhecido por minha sabedoria, claro. meu pau parece ligado em 220 volts, e a imagem da naja volta á minha mente, que, por associação, começa a listar símbolos fálicos: cobras, flautas, armas, espadas e marretas.

Izzy percebe que cincunavegar meus lóbulos auriculares com sua língua causa tremores em minhas pernas e imprime o que eu chamaria de sofreguidão à suas preliminares. onde está chá? e amélia? onde está amélia? e a língua de Izzy? meu pescoço… está no meu pescoço, enquanto uma de suas mãos (não importa qual a essa altura do campeonato, importa?) espreme minhas bolas com tanta força que, por um momento, penso que vou cuspir as duas como se fossem um par de azeitonas estragadas. azeitonas. não sei porque, mas sinto que quero atirar em Izzy. que já quis atirar em Izzy. ela percebe o desconforto que seu aperto me causou e passa a alisar a ferramenta com mais delicadeza. será que ninguém tá percebendo isso? e que história é essa de frater e o caralho? sinto vontade de me juntar aos dois. mas a repulsa ao celso é maior. o tesão cresce. tem algo aqui que não tá me cheirando bem. não que meu olfato esteja confiável. me sinto estranho. estou estranho.

Izzy já está só com as roupas de baixo. como ela fez isso? será que é tão gostosa quanto vânia? quanto amélia? bem que vânia podia se juntar a nós. procuro por ela e não a encontro. Izzy tem os peitos mais gostosos que eu já vi. as pernas mais gostosas que eu já vi, a bunda mais gostosa que eu já vi. ela está sem roupa. eu tirei? abro meu zíper o mais rápido que posso e solto meu scud na esperança que ele acerte o kibutz dela. mas, ninguém tá vendo isso mesmo? foda-se. estou em cima dela, que dispara palavrões num ritmo bem mais rápido do que minhas débeis estocadas. tô tentando impressionar, mas acho que não tô conseguindo.

"Lucas!!! Que diabo você está fazendo?"

conheço essa voz.

de onde?

tento meter mais uma vez nas entranhas mornas de Izzy e percebo…

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